quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Uma interessante reportagem foi publicada na revista HSM Management do bimestre novembro/dezembro 2008, a respeito do prenúncio do fim da bolha da era industrial.
Estaríamos caminhando para uma nova era realmente?
Alguns sinais são revelados nesta reportagem, tais como o avanço da aposentadoria dos combustíveis fósseis, como matriz energética na Suécia, que reduziu sua dependência de petróleo de 77% em 1970 para 30% em 2008 ou as novas ondas de inovações de base como o desenvolvimento de polímeros com base na soja ou termoplásticos derivados do açucar, em desenvolvimento pela DuPont.
sabe-se que, atualmente, a emissão de CO² pelo modelo industrial vigente já trazem impactos de U$ 50 bilhões de dólares por ano, fazendo com que o controle ambiental deixe de ser um assunto apenas discutido pelos ecologistas, passando a ser considerado pelos economistas, gestores, líderes e por quaisquer outros profissionais envolvidos com o mundo dos negócios.
O interessante que tais esforços, embora possam parecer isolados, estão conectados e vêm sendo tocados fora das instâncias governamentais, mas por empresas interessadas em modificar seus processos produtivos ou por redes locais de desenvolvimento, como o caso da Suécia que pretende se tornar a primeira economia livre do petróleo no mundo.
A redução do desperdício e do uso de energia, a reutilização de refugos industriais para a geração de energia e o reprocessamento de processos produtivos têm proporcionado a várias empresas, como IBM, ALCOA, Wal Mart, Du Pont, GE, FORD, Google etc. economias consideráveis que já são medidas em bilhões de dólares.
Estamos saindo da mentalidade do "pegue, use e jogue fora" do industrialismo e partindo para uma cultura de reaproveitamento que mudarão a face do mundo nas próximas duas décadas.